Cetáceos no Brasil

Ao longo de toda a extensão litorânea do Brasil, assim como nas águas da Bacia Amazônica, já foi notificada a ocorrência de 47 espécies de cetáceos até outubro de 2021. Os cetáceos representam o grupo taxonômico que inclui as baleias e os golfinhos ou botos como são popularmente conhecidos. Grande parte destas espécies foi notificada entre uma e algumas centenas de vezes, principalmente em eventos de encalhes nas praias brasileiras. Outras espécies têm presença notável ao longo de todos os meses do ano em determinadas regiões. Há ainda aquelas que ocorrem na costa brasileira em apenas alguns meses do ano, quando frequentam as regiões costeiras protegidas em busca de paz para a reprodução. Conheçamos então as principais espécies de ocorrência na costa brasileira.

Boto-cinza (Sotalia guianensis): espécie comum da costa brasileira. Foto: Marcos Santos.

Antes, porém, é importante sanar uma dúvida de um número muito grande de interessados nesses fascinantes mamíferos: Qual é a diferença entre boto e golfinho? Muitas pessoas ficam intrigadas se existem diferenças morfólógicas ou fisiológicas entre golfinhos e botos. Explicações envolvendo a ocorrência de golfinhos para a água salgada e dos botos para a água doce são as mais comuns. Entretanto, não existem diferenças anatômicas para separar golfinhos de botos. Este é um caso que envolve terminologias regionais e não características de anatomia ou fisiologia. Em um país de grandes dimensões territoriais como o Brasil, é comum que alguns termos ganhem força de uso em determinadas regiões e, com o tempo, passem a referenciar um objeto, animal ou planta que, em outras regiões do país, são referidos com outro(s) termo(s). Os exemplos mais fáceis de lembrarmos são: semáforos de trânsito, também chamados de faróis, sinais ou sinaleiras; a mandioca, típica de muitos pratos da culinária brasileira, também chamada de macaxeira ou de aipim; e a mexerica, que também é conhecida como tangerina, pocã, poncan ou bergamota.

 

    

Semáforo (ou sinal, ou farol) e mexerica (ou tangerina, ou bergamota) são exemplos de diferentes usos regionalizados para mesmos itens. Fotos: Marcos Santos.

O mesmo ocorre com os termos golfinho e boto. Neste último caso, tradicionalmente procura-se seguir a cultura das comunidades caiçaras. Ao longo da costa brasileira é comum que pescadores chamem de "botos" os animais semelhantes aos golfinhos que tradicionalmente conhecemos, e que são encontrados apenas nas proximidades da costa. Aqueles que são encontrados em águas mais afastadas da costa são chamados de "golfinhos". O mais curioso nisso tudo é que os pescadores conseguem distinguir as diferentes espécies de golfinhos da costa brasileira pelo local onde elas podem ser encontradas. Por exemplo, o boto-cinza (Sotalia guianensis) pode ser encontrado desde Santa Catarina até o Amapá, ao longo de praticamente todo o litoral brasileiro. Como são encontrados próximos à costa, são chamados de botos. O golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), o famoso Flipper do seriado de TV, tem distribuição em águas costeiras de Santa Catarina ao Rio Grande do Sul. Nessas regiões, o golfinho-nariz-de-garrafa é chamado de boto. Por outro lado, a partir de Santa Catarina, até o nordeste brasileiro, esta espécie ocupa águas mais afastadas da costa. Nestas outras regiões, é conhecido como golfinho. Portanto, é comum seguirmos esta padronização de terminologia caiçara.

A seguir são apresentadas quatro espécies de baleias mais comuns de serem encontradas em águas brasileiras, os misticetos, e nove espécies de golfinhos, os odontocetos. Veja quem são os misticetos e os odontocetos na seção educativa deste página.

 

Principais espécies de cetáceos encontradas no Brasil

(clique na espécie que deseja conhecer)

Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae)

Temos o prazer de receber as visitas de baleias-jubarte nos meses de inverno e de primavera (julho a novembro, principalmente entre setembro e outubro) todos os anos na costa brasileira. Esta recepção ocorre  no Arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia, onde essas baleias retornam anualmente para reproduzir e gerar filhotes, assim como na região da cadeia de montes submeros da cadeia Vitória-Trindade. Nos demais meses do ano, as baleias-jubarte podem ser encontradas na Antártica e ilhas subantárticas, onde se concentram para se alimentar de um crustáceo conhecido como krill. Elas chegam a atingir cerca de 15 metros na idade adulta, sendo que os filhotes nascem com cerca de 4 metros após 12 meses de gestação. As nadadeiras peitorais chegam a atingir 1/3 (um terço) do comprimento total dos indivíduos, ou seja, no máximo a 5 metros de comprimento. Por isso o nome do gênero Megaptera (mega: imensa e pterus: asa). Possuem coloração escura no dorso e clara no ventre. A nadadeira dorsal é pequena e, em função de sua morfologia, recebeu a infeliz denominação de "baleia-corcunda". Nós preferimos chamar de baleia-jubarte.

 

Baleia-jubarte em mares antárticos. Cada protuberância em sua cabeça apresenta um pelo que possivelmente tem função mecanoreceptora. Foto: Marcos Santos.

Baleia-franca (Eubalaena australis)

Como as baleias-jubarte, as baleias-francas também migram para águas brasileiras no inverno e na primavera. Porém, as francas têm preferência pelas águas costeiras do sul do Estado de Santa Catarina, em algumas vezes seguindo para o litoral norte paulista e para o litoral carioca. Chegam a cerca de 15 metros de comprimento na idade adulta, sendo que os filhotes nascem com cerca de 4 metros. Alimentam-se de pequenos crustáceos no extremo sul da América do Sul e na Antártica. Apresentam as nadadeiras peitorais em forma de trapézio e não possuem nadadeira dorsal. São escuras no dorso e brancas no ventre. Apresentam calosidades na cabeça como se fossem verrugas. A disposição das calosidades pela cabeça da baleia-franca permite aos pesquisadores reconhecer diferentes indivíduos em uma determinada área e ao longo do tempo. Foi uma espécie caçada em grandes proporções no hemisfério sul, porém a população remanescente começa a dar os primeiros sinais de recuperação. Quando visita o sudeste do Brasil à procura de baías e enseadas para gerar filhote e amamentá-lo, as baleias-francas estão sendo cada vez mais importunadas por embarcações e banhistas. Como elas preferem descansar na zona de arrebentação de ondas, as pessoas menos informadas tentam retirá-las do local onde elas estão bem e sossegadas, colocando-as em risco, bem como as pessoas.

 

Baleia-franca com suas calosidades evidenciadas na região da cabeça. Foto: Marcos Santos.

 

Nadadeira peitoral em forma de trapézio de uma baleia-franca. Foto: Marcos Santos.

Baleia-de-Bryde (Balaenoptera edeni)

A baleia-de-Bryde recebeu esse nome em homenagem ao norueguês Johan Bryde que auxiliou na construção da primeira estação de caça à baleia em Durban, África do Sul, por volta de 1908. Em língua inglesa se diz “Bruda”! Isso mesmo! “Bruda”. São preferencialmente costeiras, ocorrendo em águas tropicais, subtropicais e temperadas. Alimentam-se de peixes que formam grandes cardumes, e em alguns locais de plâncton e crustáceos. Elas são reconhecidas por apresentar três quilhas na porção dorsal da cabeça. Chegam a cerca de 15m de comprimento quando adultas. No litoral paulista são muito comumente encontradas nas proximidades de ilhas, geralmente à procura de sardinhas e anchovas nos meses de primavera e de verão. Diferentemente de muitas das espécies de baleias, a baleia-de-Bryde não realiza movimentos migratórios latitudinais de larga escala, ou seja, dos trópicos aos polos e vice-versa. Elas devem optar por desclocamentos mais curtos entre a costa sul e sudeste do Brasil, bem como visitas à quebra da plataforma continental. Esses padrões de uso de área ainda são desconhecidos.

Baleia-de-Bryde se deslocando no litoral paulista. Foto: Marcos Santos

Baleia-minke-comum (Balaenoptera acutorostrata)

A baleia-minke é a menor das grandes baleias. Minke era o nome de um caçador de baleias norueguês que costumava mentir sobre o tamanho das baleias que caçava. Por isso seus colegas batizaram a menor delas com seu nome. A baleia-minke-comum pode chegar entre 6 e 7m de comprimento quando adultas. São reconhecidas pela mancha branca que apresentam na porção dorsal da nadadeira peitoral. Ocorrem em águas brasileiras de maio a novembro, com maior pico entre junho e setembro. Avistamentos têm sido comuns na costa paulista em anos recentes, mostrando que suas visitas são mais constantes a esse litoral do que se imaginava.

Baleia-minke-comum nas proximidades de Ubatuba. Foto: Catarina Marcolin.

Boto-cinza (Sotalia guianensis)

Poderia ser conhecida como a "mais brasileira" das espécies de cetáceos, em função de sua distribuição estar restrita às águas costeiras entre Santa Catarina e o Amapá. Sua distribuição segue até Honduras, na América Central. As áreas de concentração mais comuns são: a Baía Norte e Baía da Babitonga em Santa Catarina, as Baías de Paranaguá, das Laranjeiras, dos Pinheiros e de Guaraqueçaba no Paraná, o estuário de Cananéia em São Paulo, a Baías da Guanabara e de Sepetiba no Rio de Janeiro, a Baía de Todos os Santos na Bahia, a Praia do Pipa no Rio Grande do Norte e as proximidades da Ponte Metálica em Fortaleza, no Ceará. Pode se deslocar em grupos de 2 a 90 indivíduos, com agregações de centenas sendo observadas na costa fluminense. São tímidos quando da presença de embarcações. Geram um filhote após cada gestação de provavelmente 9 a 11 meses. Alimentam-se principalmente de peixes e de lulas, podendo ingerir camarões também. Como o próprio nome diz, possuem coloração acinzentada no dorso e branca ou rosa no ventre.

Boto-cinza no estuário de Cananéia, SP, Brasil. Foto: Julia Oshima.

Para mais informações acesse: Boto-Cinza

Toninha ou Franciscana (Pontoporia blainvillei)

Esta espécie de golfinho tem distribuição restrita às águas costeiras entre o Espírito Santo e a região da Prata, na Argentina. Tem coloração marrom-clara e um rostro relativamente longo quando adultos. Podem chegar a 1,6 metros na idade adulta, sendo que no sudeste do Brasil se encontram as menores toninhas com no máximo 1,30m de comprimento quando adultas. Geram um filhote após cerca de 11 meses de gestação. Alimentam-se principalmente de peixes e de lulas. Têm preferência por águas mais turvas, provavelmente para fugir de predadores como os tubarões e as orcas. Curiosidade: é raro se observar a toninha em ambiente natural. Uma população foi descoberta entre 2006 e 2008 na Baía das Laranjeiras, no estuário de Paranaguá, por pesquisadores do LABCMA. Esta espécie encontra-se ameaçada pelas capturas acidentais em operações de pesca. Como o próprio nome já diz, esses pequenos cetáceos não percebem a presença de redes de pesca na água e, muitas vezes, se emaranham nas mesmas e morrem afogados, já que são mamíferos como nós, humanos, e respiram por pulmões.

Toninha fotografada pela equipe do LABCMA na Baía das Laranjeiras no norte do Paraná. Foto: Marcos Santos.

Golfinho-rotador (Stenella longirostris)

Famosos pelas piruetas acrobáticas que fazem fora d’água, os golfinhos-rotadores se distribuem desde as águas do nordeste brasileiro até o litoral sul do Brasil. Têm preferência por águas oceânicas. Uma das principais áreas de concentração da espécie está associada no Arquipélago de Fernando de Noronha, onde podem ser facilmente observados ao longo de todos os meses do ano. Receberam este nome pela característica única de darem saltos girando sobre o eixo do próprio corpo. Apresentam um rostro longo em comparação com o corpo, como o próprio nome científico diz (longirostris, que significa rostro longo). Chegam a 2 metros de comprimento na idade adulta. Alimentam-se principalmente de peixes e de lulas. Em Fernando de Noronha, afastam-se da ilha ao final da tarde para alimentarem-se à noite em águas profundas, quando a concentração de lulas na superfície da água é maior. De dia, descansam nas baías protegidas onde se reproduzem e cuidam de seus filhotes. Geram um filhote após cerca de 11 meses de gestação. Costumam acompanhar as embarcações na proa, aproveitando a energia das ondas criadas pela mesma.

 

Golfinho-rotador acidentalmente capturado no sudeste do Brasil (Foto: Eduardo Humberto Ditt)

Golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus)

Talvez esta seja a mais famosa e conhecida espécie de golfinho. Não somente por ser a espécie do famoso golfinho do seriado de TV Flipper, mas também em função de sua distribuição ao longo de águas costeiras e oceânicas em todos os mares do Planeta com exceção dos mares polares e subpolares Desde 1920 passou a ser capturada para estudos e shows em cativeiros, e é a espécie mais comum nos parques temáticos. No Brasil, distribui-se em águas próximas à costa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a partir de onde pode ser encontrada em águas um pouco mais afastadas da linha de costa até o nordeste. Os golfinhos-nariz-de-garrafa podem alcançar quase 4 metros de comprimento quando adultos, sendo que em média chegam a 2,5-3m. Alimentam-se de peixes e lulas principalmente. Geram um filhote após cerca de 11 a 12 meses. Em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, e em Laguna, em Santa Catarina, são famosos por pescar tainhas cooperativamente com pescadores tarrafeiros. Costumam se aproximar em águas rasas, cercando cardumes de tainhas e avisando com um balançar da cabeça o momento certo em que os pescadores devem jogar a tarrafa. Também costumam pegar ondas na proa de embarcações em movimento.

 

Golfinho-nariz-de-garrafa surfando em ondas ao lado de embarcação. Foto: Marcos Santos.

Golfinho-pintado-do-Atlântico (Stenella frontalis)

Esta espécie tem distribuição em águas topicais, subtropicais e temperadas do oceano Atlântico. Como o nome diz, apresentam pintas ao longo do corpo. Eles nascem sem as pintas, que vão surgindo à medida que esses golfinhos vão se tornando maduros. Apresentam uma mancha na base da nadadeira dorsal chamada de "blaze" ou selim, que o diferencia das demais espécies de golfinhos pintados. Chegam a atingir cerca de 2,2m de comprimento na idade adulta, alimentando-se principalmente de peixes e de lulas. Geram um filhote após cerca de 11 meses de gestação. É mais facilmente encontrado nas proximidades de ilhas próximas à costa, como a Ilha do Arvoredo, em Santa Catarina, as Ilhas Vitória e Alcatrazes, assim como a Laje de Santos, em São Paulo, e ao redor da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Costumam surfar nas ondas geradas na proa de embarcações em movimento. Deslocam-se em grupos de até 200 indivíduos. 

Golfinhos-pintados-do-Atlântico surfando na proa de uma embarcação a caminho do Arquipélago dos Alcatrazes, SP. Foto: Marcos Santos.

Boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis)

Conhecido através de lendas do folclore brasileiro, o boto-cor-de-rosa ocorre em toda a Bacia Amazônica e do Orinoco, tanto no Brasil, quanto na Colômbia, Guiana, Equador, Peru e Bolívia. Chega a 2,8 metros na idade adulta e apresentam coloração rosa e acinzentada. Desloca-se sozinho ou em pequenos grupos. Alimenta-se principalmente de peixes. Gera apenas um filhote após cerca de 10 meses. No Amazonas, a lenda do boto que se transforma em belos rapazes para seduzir as moças ribeirinhas é mencionada até hoje nos casos de filhos de paternidade desconhecida. A genitália das fêmeas e dos machos continua sendo vendida ilegalmente como amuletos para a procura do amor perfeito. Além desta ameaça, a destruição do ecossistema amazônico pelas queimadas e a construção de barragens são as maiores ameaças à sobrevivência desta espécie.

Em função do contraste entre a coloração da água e do boto, localmente o chamam de boto-vermelho. Foto: Marcos Santos.

Orca (Orcinus orca)

Temidas por muito tempo, apenas a partir da década de 1990 elas passaram a ser respeitadas pelo que elas são: pacíficos cetáceos que, em algumas regiões do planeta, necessitam consumir animais de sangue quente como pinguins, lobos e leões-marinhos, focas e pequenos golfinhos, que fazem parte da dieta de algumas populações. Por isso, receberam a infeliz denominação de "baleias-assassinas", que, aos poucos, não vem mais sendo utilizada no Brasil. As orcas ocorrem ao longo do litoral brasileiro em águas mais afastadas da costa. Não é muito comum encontrá-las próximo à costa. Porém, talvez em função de falta de recursos alimentares, desde 1996 elas vêm sendo frequentemente observadas no litoral do Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo nos meses de primavera e verão (principalmente entre novembro e fevereiro). Elas visitam essas águas em busca de raias para se alimentarem. Os machos podem chegar a 9,8 metros e as fêmeas a 8,5m na idade adulta. Geram apenas um filhote após cerca de 16 meses de gestação. 

Orca no litoral paulista: notar padrão típico de coloração. Foto: Marcos Santos

Golfinho-de-dentes-rugosos (Steno bredanensis)

O nome estranho desse golfinho já diz algo sobre o seu significado. Os exemplares desta espécie apresentam ranhuras no topo dos dentes. São encontrados em águas pelágicas tropicais, subtropicais e temperadas quentes. No litoral norte paulista e no litoral fluminense, têm mostrado uma exceção à regra. Têm sido avistados em águas próximas a ilhas e ao longo de todo os meses do ano nas mencionadas regiões. Chegam a quase 3m de comprimento quando adultos. Alimentam-se de peixes (preferencialmente) e cefalópodes. Chegam a surfar em ondas à proa de embarcações em movimento, preferindo velocidades menores de cruzeiro.

Golfinho-de-dentes-rugosos no litoral norte paulista. Foto: Marcos Santos.

 

Golfinho-de-dentes-rugosos no litoral norte paulista. Foto: Diego Buelta.

Golfinho-comum-de-rostro-longo (Delphinus capensis)

O golfinho-comum pode ser representado por variações geográficas com rostro longo e com rostro curto - porém ambos seguem reconhecidos como pertencentes a uma única espécie, Delphinus delphis. Tem preferência por águas tropicais, subtropicais e temperadas quentes e mornas, muitas vezes encontrados em grupos de dezenas a centenas de indivíduos. Chegam a formar os "super grupos" na costa da Califórnia, compostos por até cerca de 1000 indivíduos. Possui uma coloração que mescla as cores cinza, caramelo e branco, cujo encontro das cores forma uma letra “X” na porção lateral mediana de seu corpo. Pode chegar a 2,5m quando adulto. Alimenta-se principalmente de peixes e lulas. Costuma surfar em ondas formadas à proa de embarcações em movimento. Na costa sudeste do Brasil tende a visitar águas mais rasas ao acompanhar a penetração da Água Central do Atlântico Sul, abreviada pelos cientistas como ACAS.


Golfinho-comum acidentalmente capturado em operação de pesca no sudeste do Brasil. Foto: Ednilson da Silva.