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Projeto Cruzeiros Oceanográficos

 

A biota de cetáceos na costa do Estado de São Paulo passou a ser melhor conhecida na década de 1990 quando três grupos de pesquisa passaram a relatar os dados de encalhes e avistamentos. O Projeto Atlantis, no sul do Estado, o Centro de Estudos sobre Encalhes de Mamíferos Marinhos (CEEMAM) em Santos, e o SOS Mamíferos Marinhos em São Sebastião, litoral norte. Esse empenho que perdurou por cerca de 15 anos gerou a publicação mais completa e atualizada sobre esses registros para a costa paulista (ver Santos et al., 2010).

Com o estabelecimento da Área de Proteção Ambiental Marinha na costa paulista em 2008, e engajamento em esforços de criação do Parque Nacional Marinho do Arquipélago dos Alcatrazes a partir de 2011, elaborou-se uma proposta de pesquisa envolvendo a realização de cruzeiros oceanográficos pela costa paulista, aprovado pela FAPESP em setembro de 2012 (processo 11/51543-9). O projeto visa mapear a ocorrência, distribuição e movimentos de cetáceos pela costa do Estado de São Paulo (ESP) entre os anos de 2012 e 2015 por meio de cruzeiros oceanográficos. Esta é uma iniciativa inédita para o ESP onde já foram registradas as ocorrências de 29 espécies de cetáceos, que representa 63% das espécies observadas em águas brasileiras. Veja fotos na galeria.

A partir de 2013 uma parceria com a Estação Ecológica (ESEC) Tupinambás vem sendo estabelecida para monitorar a ocorrência de cetáceos na Unidade de Conservação (UC).

Um dos propósitos de elaboração dos cruzeiros oceanográficos é identificar indivíduos de determinadas espécies de cetáceos por marcas naturais ao longo do tempo e do espaço. A ferramenta utilizada chama-se fotoidentificação. Ao subir para respirar, os cetáceos expõem a nadadeira dorsal que é a parte do corpo utilizada como cédula de identidade individual. No link a seguir você terá acesso aos catálogos de identificação individual confeccionados até o presente momento. Caso você faça fotografias como as que estão à disposição e queria compartilhar com nossa equipe, fique à vontade. O mesmo se aplica para os casos em que golfinhos ou baleias aparecerem mortos em praias. A fotografia da nadadeira dorsal pode nos mostrar que data e local um dos indivíduos acompanhados surgiu. Catálogo Photo-ID